Leitura

Leitura do mundo, leitura da palavra, leitura proficiente: qual é a coisa que esse nome chama?

Tisk

Majivecka/Shutterstock/ID/BR

Muito se tem falado nas últimas duas ou três décadas a respeito da importância da leitura. Artigos vários se referem às demandas apresentadas pela sociedade em termos profissionais (que exigem domínio da linguagem escrita, boa comunicação verbal, boa redação, entre outros aspectos); abordam as necessidades colocadas para o sujeito em termos de efetiva participação social (saber ler diferentes tipos de texto, estar bem informado, saber ajustar o registro à situação comunicativa em questão como condição para ser compreendido); tematizam as necessidades que, tendo em vista a importância da leitura fora da escola, têm sido colocadas para a escola, dada a sua finalidade institucional de educar, que, nesse contexto, deve prever a formação de cidadãos efetivamente leitores.

Nessa perspectiva, pode causar uma certa inquietação, que a discussão desse tema ainda seja tão necessária e tão inusitada para alguns círculos, ainda que se trate da esfera acadêmica e da educação escolar.

Pretendemos, então, seguindo a reflexão sábia do poeta, “pegar na voz do peixe” das nossas ideias consensuais e desarmá-las, desarranjá-las. Quem sabe, se as desaprendermos, consigamos explicitar-lhes os princípios e, nessa (re)visão, sejamos capazes de esclarecer a quais vozes temos sido surdos no complexo processo de formação de leitores.

Leia o texto na íntegra aqui.

Livros que abordam o tema “futebol” – sugestões para o trabalho em sala de aula

A proximidade da Copa do Mundo de 2014 e o fato de ela se realizar no Brasil pela segunda vez na história (a primeira foi a Copa de 1950) convidam a ler obras que têm o futebol como tema e que também vão além desse universo, conquistando diferentes leitores. Edições SM selecionou três livros que vão atrair os amantes do esporte e interessar o leitor que gosta de boas narrativas.
Agarra, goleiro é uma narrativa curta, direcionada aos leitores iniciantes. O livro conta a história de Pedro, um menino que era um ótimo goleiro, até o dia que tomou um frango (isto é, um gol que ele deveria ter evitado facilmente). A decepção e a vergonha que ele sente são enormes, fazendo-o se isolar em casa. Mas, aos poucos, Pedro vai descobrindo que pode voltar a jogar e se relacionar com os colegas. O livro propõe uma reflexão emocionada e poética sobre o desenvolvimento infantil e o comportamento moral, tanto individual como coletivo.
Prezado Ronaldo destina-se a leitores mais fluentes. É uma história divertida e empolgante, contada por meio das cartas que um menino de 12 anos envia ao jogador Ronaldo “Fenômeno”. Artur, ou “Pinguim” (o apelido do garoto), escreve ao seu ídolo para esclarecer um mistério: estariam os jogos de futebol sendo manipulados por um esquema internacional? Nas cartas ele também fala dos amigos, da menina que começa a paquerar e de sua paixão pelo futebol e pela literatura, pois ele quer ser jogador de futebol ou escritor.
O tema de Alguém tem que ficar no gol é a Copa do Mundo de 1950. O livro é narrado pelo garoto Fred, por sua mãe e por seu padrasto. A história conta como Fred vai arquitetar uma revanche da fatídica partida final daquela Copa, quando o Brasil perdeu para o Uruguai em pleno estádio do Maracanã. Para isso, o menino terá a ajuda de um “amigo imaginário” muito especial: o goleiro Barbosa, que foi responsabilizado pela derrota brasileira e carregou essa culpa pela vida toda. O livro fala também de pais separados e de temas como mudança, adaptação e superação.
Nada melhor para entrar no clima da Copa deste ano que conhecer um pouco mais da história desta Copa organizada pelo Brasil e embarcar nas três narrativas selecionadas pela SM para os amantes do futebol e da literatura.
 
Conheça os projetos de leitura que Edições SM elaborou para o trabalho com esses livros.
Agarra, goleiro
Prezado Ronaldo
Alguém tem que ficar no gol

Por que esses livros foram escolhidos para o mês de Dezembro?

Livros do mês de Dezembro

Nada como temas instigantes para férias diferentes. Esse é o propósito da coletânea que a SM propõe com três livros. No primeiro, o medo da rejeição: em Júlia e Coió, o leitor acompanha o inusitado diálogo entre dois namorados: a moça quer um beijo do rapaz. E este não acredita nas intensões amorosas da moça, porque Júlia o chama pejorativamente de Coió. Quem quer um beijo de um coió? Beijo se ganha de príncipes, diz o moço. Mas Júlia insiste e jura – até convencer o rapaz de que o ama, mesmo ele sendo, amorosamente, um coió… Em Alfayaguaiara narra-se uma história estranha, em que um tio aparentemente amalucado deixa para o sobrinho, quando este ainda era criança, o mapa de um lugar distante, perdido na imensidão do universo. O tio desaparece e, muitos anos depois, com o narrador já adulto, o mistério é parcialmente desvendado: o agora jovem protagonista sai em busca desse lugar entre as estrelas. O tema de No oco da avelã é a morte. Nada animador para as férias, como pode parecer a princípio. Mas o tema é inevitável, assim como a morte o é. E é isso que o livro procura mostrar, de modo bastante poético, mas sem dourar a pílula. O protagonista, ao ver que a mãe está prestes a morrer, vai até a aldeia próxima em busca de ajuda. No caminho, encontra a Morte, que procura a casa de sua mãe. O menino espanca a entidade até reduzi-la a ponto de caber dentro de uma avelã, onde ele a sepulta. E a lança no mar. Com o aprisionamento da Morte, porém, nada mais morre: nem os animais que dão carne, nem os peixes, nem os legumes e frutas que alimentam. Com isso, aos poucos, o menino compreende que morrer faz parte da vida.
Os temas são instigantes. E, nas férias, a criança terá bastante tempo para pensar sobre eles.

Leituras de criança

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Aberta ao improvável, a criança está apta a descobrir o prazer da leitura. Trata-se de um momento decisivo: é na infância que podemos ganhar ou perder – talvez para sempre – um leitor. Há livros que tentam colonizá-lo à força, impondo valores no pior estilo da “lição de moral” e se servindo de ilustrações hiper-realistas, como se a criança fosse incapaz de “entender” imagens abstratas ou alusivas, por isso mesmo familiares ao olhar imaginativo da infância.
Sem perder esse princípio de vista, para o próximo Dia da Criança as Edições SM indicam quatro livros. Todos comprometidos com o prazer de ler e com a criatividade infantil. Todos de rara delicadeza, num feliz casamento entre narrativa e ilustração.
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