Educação

Primeiro da Classe

Primeiro da classe imagem

Filme baseado na história verídica de Bradley Cohen, educador norte-americano que escreveu Front of the Class: How Tourette Syndrome Made Me the Teacher I Never Had. Brad é portador da Síndrome de Tourette, uma doença neurológica que provoca movimentos e emissão de sons involuntários. Sua infância foi marcada pela humilhação e pelo preconceito de colegas, professores e até do próprio pai, que não compreendiam o que se passava com ele. A mãe, entretanto, resolveu investigar e descobriu em obras de medicina a descrição da doença. Brad aprendeu a conviver com a síndrome e se formou professor, porém não conseguia emprego, pois nenhuma das 24 escolas onde fez entrevista o aceitou, por causa dos barulhos que emitia e de sua estranheza. Foi na 25ª instituição que ele conseguiu finalmente ser contratado, e assim pôde realizar o sonho de dedicar-se ao magistério. Enfrentou ainda muitas dificuldades, mas provou que é possível ter uma vida normal, inclusive com a mulher de sua vida, uma garota que conheceu em um site de relacionamentos e que também se apaixonou por ele.

Conheça o conteúdo completo aqui.

Dica de vídeo – A educação proibida

A escola, como hoje é moldada, tornou-se obsoleta?  Qual é a proposta alternativa para uma educação realmente voltada a formar um ser humano pleno e feliz?

O documentário A educação proibida mostra que o grande desafio da Educação é se libertar de seu passado histórico e voltar-se, definitivamente, para a formação integral do indivíduo como ser humano, que tem capacidade de desenvolver suas potencialidades e de ser feliz.

Conheça o conteúdo completo aqui.

imagem_post_educação_proibida

Proclamação da República

Ao trabalhar o tema Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1888, estamos tratando do sonho de modernidade aspirado pela sociedade brasileira, que incluía os ideais de liberdade, ciência e democracia.
República foi o nome que o Brasil deu para a modernidade.[1]
 
Primeiras ideias
 
No final do Império, o anseio por uma cultura democrática e científica forjou o cenário social em que foram cultivadas as ideias sobre a república no Brasil, conjugando uma oposição ao passado (Império e Igreja) e a expectativa de um futuro que incluía os ideais de liberdade, progresso, ciência e democracia.
A propaganda foi fundamental para a assimilação de uma nova linguagem que estabeleceu entre monarquia e república uma relação dicotômica. À monarquia colavam-se termos como: tirania, soberania de um, chefe hereditário, sagrado e inimputável, privilégio, súditos, apatia, atraso, centralização, teologia. Em contraposição, à república somavam-se as ideias de liberdade, soberania popular, chefe eleito e responsável, talento ou mérito, cidadania, energia, progresso, federalismo, ciência.
Marcada por intensa politização da sociedade, a década de 1880 teve na rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, seu principal e mais querido cenário. É o que nos relata Rui Barbosa: “O aspecto da capital é inenarrável. [...] As ruas borbulham de alvoroto. A política invadiu todos os colóquios, emudeceu todas as preocupações”.[2]
O intenso movimento pró-república culminou no golpe de Estado que destituiu a monarquia e estabeleceu a república como forma de governo. Embora houvesse muitos republicanos civis no final do Império, a conspiração foi toda arquitetada por militares, mantendo os civis longe do processo. Benjamin Constant aparece como grande liderança da juventude militar que também frequentava a rua do Ouvidor na época.
Machado de Assis retrata a atitude da população fluminense no romance Esaú e Jacó, quando o pai das personagens constata: “a rua estava quieta”, mas conclui sagazmente: “havia espanto, mas não havia susto [...] ninguém sabia se a vitória do movimento era um bem, se um mal, apenas que era um fato”.[3]
Entendendo o regime republicano como uma necessidade histórica, a população da Corte não reagiu à Proclamação, ela simplesmente consentiu.
Muito resumidamente esse é o cenário no qual nasceu a República no Brasil. Para trabalhar com o tema em sala de aula, é importante mostrar aos alunos o sonho que embalava as ideias da república e o modo como ela se consolidou depois da Proclamação.
 
[1] A modernidade republicana. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042009000100002>. Acesso em: 22 out. 2014.[2]Barbosa, Rui. Queda do Império. In: Obras completas de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1947, v. XVI, tomo 3, p. 243.

[3] Machado de Assis, Joaquim Maria. Esaú e Jacó. São Paulo: Globo, 1997, p. 135, 124 e 138.

Aproveite a oportunidade e trabalhe questões como:

Leia mais…

Por uma educação voltada para a ética

Hoje não se pode mais dissociar educação escolar do cuidado com a formação integral do indivíduo. Assim, uma das dimensões que essa práxis envolve é a formação moral e ética dos alunos. 
Carregamos conosco certa nostalgia do “paraíso perdido”, lugar de beleza e liberdade onde não exista dor nem sofrimento. Ocorre que perdemos o caminho que nos levaria de volta ao paraíso original e andamos errantes, criamos paraísos fora de nós mesmos. Demos à nostalgia do ethos o nome de felicidade. 
Ethos, para os gregos, significava a casa do humano, o abrigo onde o humano vive. Um modo próprio de ser, onde o divino e o humano se encontram. Por essa razão, faziam uma leve inclinação quando se referiam ao Ethos.
 
— Pai, ensina-me a existência.
— Não posso. [...] História de um homem é sempre mal contada. Porque a pessoa é, em todo o tempo, ainda nascente. Ninguém segue uma única vida, todos se multiplicam em diversos e transmutáveis homens. Agora, quando desembrulho minhas lembranças eu aprendo meus muitos idiomas. Nem assim me entendo. Porque enquanto me descubro, eu mesmo me anoiteço [...]
Mia Couto. Cada homem é uma raça.
Disponível em: <http://goo.gl/5eedUW>.
Acesso em: 23 out. 2014.
Nessa perspectiva, uma educação preocupada com a formação ética do indivíduo deve proporcionar situações de encontros do aluno com o humano dentro de si mesmo, conhecer “seus muitos idiomas”, gostar de estar consigo, tolerar suas mazelas. Trabalhar a autoestima construtiva deve fazer parte do currículo da escola, mas não é só isso.
O ethos incide também sobre o plano interpessoal, comunitário e social. Visto desse modo, educar para os valores éticos é proporcionar momentos de encontro com o humano que existe no outro. Desenvolver a percepção de que somos parte de uma família, a humana, e precisamos cuidar-nos mutuamente. É também descobrir os valores que constituem nossa identidade como povo, aprendidos e burilados num processo sempre inacabado de aprendizagem.

Leia mais…

JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube

Em 2003, quando mudou-se para o Jardim Miriam, a artista plástica Mônica Nador tinha a intenção de criar um ateliê aberto ao público. Ela queria, por se tratar da periferia da cidade de São Paulo, mostrar àquela população não só arte, mas outras possibilidades de ver e viver o mundo.
A proposta da artista ganhou corpo e nome: JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube. O ateliê virou cenário não só para a produção cultural, mas também para ativismo social. Quando chegou com a ideia de trazer cultura, Mônica teve de lidar com a desconfiança dos moradores do bairro da zona sul paulistana. Porém, logo o espaço cultural foi percebido como ponto de encontro, onde as pessoas poderiam se sociabilizar. Em geral, nas periferias, as pessoas se encontram para conversar em bares e igrejas. O ateliê tornou-se mais uma opção.
Atualmente, o JAMAC possui quatro projetos: Paredes Pinturas, pontapé do JAMAC, é fruto do mestrado de Mônica, que pinta os muros do bairro com desenhos dos próprios moradores; Estamparia, desde 2012, promove arte, renda e sustentabilidade à entidade; Projeto JAMAC Cinema Digital, além de workshops e cursos de animação, promove um olhar crítico à realidade do bairro; e Café Filosófico, criado em 2007, que reúne mensalmente intelectuais e professores de instituições, como a USP.
Desde 2005, o JAMAC virou uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), devido aos serviços sociais realizados no bairro Jardim Miriam.
Se você se interessou pelo trabalho idealizado por Mônica Nador, Clique aqui e conheça mais sobre as atividades que o JAMAC vem realizando.

Por que elegemos “É assim” como o livro do mês de Setembro?

Neste livro, profundo e ao mesmo tempo singelo, o leitor iniciante é apresentado a temas como a passagem do tempo, a saudade dos parentes e amigos que se foram, a alegria proporcionada pelos nascimentos, o sentido da vida e seus limites.
É assim reúne personagens humanas e animais “que já partiram”, como Tia Margarida, o gato do vizinho e o peixe da sopa de ontem, e outras personagens “que ainda estão para chegar”. Assim, o nascimento, a morte e o mistério da existência são abordados no que eles têm de mais denso e desafiador: o desejo, a espera, a saudade e a tristeza, a memória e a esperança.
Os valores destacados pelo livro, como o amadurecimento e o autoconhecimento, permitem refletir sobre acontecimentos que, cedo ou tarde, farão parte da vida de todos os leitores. As ilustrações completam as páginas do livro, tornando a leitura agradável e compassiva.
A história escrita e ilustrada por Paloma Valdivia celebra a espera e o desejo, mas não deixa de abordar a tristeza e o lado ruim das perdas. Entretanto, ela o faz de maneira delicada, em uma narrativa colorida e poética.

Leia mais…

Copa do Mundo

Atividade para a sala de aula
 
Introdução
 A Copa do Mundo, segundo afirmou Kofi Annan[1], ex-secretário-geral da ONU: “[…] Como único jogo realmente global, praticado em todos os países, por todas as raças e religiões, é um dos poucos fenômenos tão universais quanto as Nações Unidas. Podemos até dizer que é ainda mais universal”.
A Copa do Mundo é um evento que tem grande poder de agregar. Além disso, é um jogo em que vence a soma dos talentos, a coesão e o trabalho em equipe. No futebol, é preciso unir esforços em torno de um objetivo comum, e essa será a tônica deste trabalho.
 
[1] Annan, Kofi. Como invejamos a Copa do Mundo. Folha de S.Paulo, 9 jun. 2006. Tendências e debates.
 
Primeiras ideias 
A brincadeira de tocar a bola com os pés, driblar o parceiro, fazer gol, nascida na Inglaterra, cruzou oceanos, ganhou o mundo e virou paixão nacional brasileira. Tornou-se tão nossa que até nos esquecemos de suas origens.
O Brasil se autodenomina o país do futebol e assim o é. Somos a única nação a participar de todas as edições da Copa do Mundo desde 1930 e a vencer cinco das dezenove competições mundiais, ocorridas em 1958, 1962, 1970, 1992, 2002. Em 1958, com apenas dezessete anos, Pelé fez seu primeiro gol numa Copa do Mundo.
A ideia de transformar um torneio olímpico de futebol amador num mundial nasceu na França. Em 1928, a ideia foi aprovada no Congresso da FIFA, em Amsterdã, e coube ao Uruguai, no centenário de sua independência, organizar sua primeira edição. Foi assim que Montevidéu se tornou a cidade-sede da primeira Copa do Mundo, a Copa de 1930, que contou com treze países participantes, quatro deles europeus (Bélgica, França, Romênia e a antiga Iugoslávia) que, para tomar parte na competição, cruzaram o Atlântico num navio; as outras equipes eram do continente americano, entre elas estavam Estados Unidos e México. Uruguai disputou a final com a Argentina e levou para casa a primeira Taça do Mundo.
A partir de então, a cada 4 anos, os jogos da Copa do Mundo acontecem em um país diferente. O último mundial foi sediado na África do Sul.
Neste ano de 2014, o Brasil é o país-sede dessa gigantesca competição. Pelas ruas de nossas cidades transita o mundo, com sua beleza e diversidade. Línguas e culturas diferentes se encontram com a mesma esperança: levar para seu país o troféu da Copa do Mundo. 
 
Refletindo sobre valores Leia mais…

Autonomia e formação do professor no contexto escolar contemporâneo

Atualmente não é difícil perceber que a sociedade contemporânea passa por um momento onde as mudanças são muitas e muito rápidas. No plano tecnológico, a cada dia surgem novidades que influenciam nosso ritmo de vida e alteram as relações entre as pessoas. No campo da ciência, pesquisadores passaram a buscar novos paradigmas para fazer a leitura da complexidade da realidade. Na esfera econômica e ideológica, instauraram-se crises e insatisfações sem precedentes e um sentimento de incerteza rege as políticas regionais, nacionais e internacionais. Enfim, estamos no terceiro milênio, globalizados, e numa sociedade de mercado que freneticamente prega a “modernização”, independentemente do fato de tal modernização trazer ilusões, sofrimento ou felicidade para milhares de pessoas. Na realidade, atualmente as mudanças são tantas que podemos dizer que vivemos não uma época de mudanças, mas uma mudança de época.
Tal contexto faz com que muitas pessoas se sintam inseguras quanto ao futuro, não sabendo em que acreditar. No âmbito escolar, a dúvida e a insegurança também compõem seu cotidiano, pois a escola é uma instituição criada pela sociedade e, consequentemente, é influenciada pelas mudanças sociais. Por isso, mesmo que lentamente, se modifica com as mudanças históricas, políticas, econômicas e tecnológicas. Desse modo, é preciso pensá-la em seu tempo, no tempo histórico no qual ela está inserida.
Mas, nesse contexto, como a escola pode contribuir para a construção de um mundo melhor? Apesar das inseguranças contemporâneas, para muitos educadores parece não haver dúvida de que a resposta a essa indagação está em investir na formação de alunos críticos e autônomos.
Seguindo essa vertente, há um aspecto que merece uma reflexão mais aprofundada. Sempre que ouvimos falar em autonomia na escola, a discussão está voltada para o objetivo de proporcionar condições para favorecer o desenvolvimento da autonomia apenas do aluno. Mas será possível, no contexto escolar, favorecer a autonomia do aluno sem investir na autonomia do professor? Leia mais…
 Rolar para o topo