Formação e Reflexão

A avaliação: limites e possibilidades

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No contexto da arte de educar, certamente a arte de avaliar representa um enorme desafio, até porque, como sabemos, pela forma como se avalia pode-se comprometer todo o processo educativo.

Muitas têm sido as tentativas de mudança da avaliação. No entanto, muda-se, muda-se, e não se consegue transformar a prática. Por que isso ocorre? Entendemos que isso acontece por não se estar atingindo o que é essencial. Onde estaria o núcleo do problema da avaliação?

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Leitura do mundo, leitura da palavra, leitura proficiente: qual é a coisa que esse nome chama?

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Majivecka/Shutterstock/ID/BR

Muito se tem falado nas últimas duas ou três décadas a respeito da importância da leitura. Artigos vários se referem às demandas apresentadas pela sociedade em termos profissionais (que exigem domínio da linguagem escrita, boa comunicação verbal, boa redação, entre outros aspectos); abordam as necessidades colocadas para o sujeito em termos de efetiva participação social (saber ler diferentes tipos de texto, estar bem informado, saber ajustar o registro à situação comunicativa em questão como condição para ser compreendido); tematizam as necessidades que, tendo em vista a importância da leitura fora da escola, têm sido colocadas para a escola, dada a sua finalidade institucional de educar, que, nesse contexto, deve prever a formação de cidadãos efetivamente leitores.

Nessa perspectiva, pode causar uma certa inquietação, que a discussão desse tema ainda seja tão necessária e tão inusitada para alguns círculos, ainda que se trate da esfera acadêmica e da educação escolar.

Pretendemos, então, seguindo a reflexão sábia do poeta, “pegar na voz do peixe” das nossas ideias consensuais e desarmá-las, desarranjá-las. Quem sabe, se as desaprendermos, consigamos explicitar-lhes os princípios e, nessa (re)visão, sejamos capazes de esclarecer a quais vozes temos sido surdos no complexo processo de formação de leitores.

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Conflitos que Educam: Novos olhares para a ética e a disciplina em sala de aula

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Quando vamos definir o projeto pedagógico de uma escola, o mais importante não é perguntarmos se devemos ou não investir na formação de valores e resolução de conflitos no contexto escolar, mas questionarmos: quais valores queremos construir? Como incorporar na prática pedagógica ações que promovam a resolução de conflitos interpessoais?

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A aventura de aprender e as condições para um bom aprendizado

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Aprendemos muitas coisas, ainda que nos seja bastante difícil explicar como ou por meio de quais mecanismos. Muitos desses aprendizados aconteceram na escola e como consequência da atuação docente dos nossos professores. Frequentemente, nós professores temos essa mesma sensação de mistério e prodígio a respeito dos aprendizados dos nossos estudantes.

Quando as crianças são pequenas e as vemos crescer e avançar no domínio das diversas competências (linguísticas, motrizes, artísticas, sociais etc.) só resta nos maravilhar com elas. Depois vão progredindo nas sucessivas etapas da escolaridade e, apesar de a intervenção dos docentes ficar mais clara e próxima, nunca cessa a surpresa diante da capacidade humana para aprender e apoderar-se de competências cada vez mais complexas e diversas.

Aprender é, assim, um processo complexo, rico e enriquecedor. Uma enorme aventura.

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Estratégias inspiradoras para professores protagonistas

Nos últimos anos, o tema do protagonismo vem se tornando conhecido dos educadores, quase sempre associado a um conjunto de atitudes e valores dos jovens que deve ser reconhecido e estimulado no âmbito da ação pedagógica. Ser protagonista implica desenvolver uma visão crítica sobre a realidade, atuar proativamente, empreender, formular projetos de vida, reconhecer-se como voz ativa na sociedade e saber que é possível transformar o mundo.

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Por uma educação voltada para a ética

Hoje não se pode mais dissociar educação escolar do cuidado com a formação integral do indivíduo. Assim, uma das dimensões que essa práxis envolve é a formação moral e ética dos alunos. 
Carregamos conosco certa nostalgia do “paraíso perdido”, lugar de beleza e liberdade onde não exista dor nem sofrimento. Ocorre que perdemos o caminho que nos levaria de volta ao paraíso original e andamos errantes, criamos paraísos fora de nós mesmos. Demos à nostalgia do ethos o nome de felicidade. 
Ethos, para os gregos, significava a casa do humano, o abrigo onde o humano vive. Um modo próprio de ser, onde o divino e o humano se encontram. Por essa razão, faziam uma leve inclinação quando se referiam ao Ethos.
 
— Pai, ensina-me a existência.
— Não posso. [...] História de um homem é sempre mal contada. Porque a pessoa é, em todo o tempo, ainda nascente. Ninguém segue uma única vida, todos se multiplicam em diversos e transmutáveis homens. Agora, quando desembrulho minhas lembranças eu aprendo meus muitos idiomas. Nem assim me entendo. Porque enquanto me descubro, eu mesmo me anoiteço [...]
Mia Couto. Cada homem é uma raça.
Disponível em: <http://goo.gl/5eedUW>.
Acesso em: 23 out. 2014.
Nessa perspectiva, uma educação preocupada com a formação ética do indivíduo deve proporcionar situações de encontros do aluno com o humano dentro de si mesmo, conhecer “seus muitos idiomas”, gostar de estar consigo, tolerar suas mazelas. Trabalhar a autoestima construtiva deve fazer parte do currículo da escola, mas não é só isso.
O ethos incide também sobre o plano interpessoal, comunitário e social. Visto desse modo, educar para os valores éticos é proporcionar momentos de encontro com o humano que existe no outro. Desenvolver a percepção de que somos parte de uma família, a humana, e precisamos cuidar-nos mutuamente. É também descobrir os valores que constituem nossa identidade como povo, aprendidos e burilados num processo sempre inacabado de aprendizagem.

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Autonomia e formação do professor no contexto escolar contemporâneo

Atualmente não é difícil perceber que a sociedade contemporânea passa por um momento onde as mudanças são muitas e muito rápidas. No plano tecnológico, a cada dia surgem novidades que influenciam nosso ritmo de vida e alteram as relações entre as pessoas. No campo da ciência, pesquisadores passaram a buscar novos paradigmas para fazer a leitura da complexidade da realidade. Na esfera econômica e ideológica, instauraram-se crises e insatisfações sem precedentes e um sentimento de incerteza rege as políticas regionais, nacionais e internacionais. Enfim, estamos no terceiro milênio, globalizados, e numa sociedade de mercado que freneticamente prega a “modernização”, independentemente do fato de tal modernização trazer ilusões, sofrimento ou felicidade para milhares de pessoas. Na realidade, atualmente as mudanças são tantas que podemos dizer que vivemos não uma época de mudanças, mas uma mudança de época.
Tal contexto faz com que muitas pessoas se sintam inseguras quanto ao futuro, não sabendo em que acreditar. No âmbito escolar, a dúvida e a insegurança também compõem seu cotidiano, pois a escola é uma instituição criada pela sociedade e, consequentemente, é influenciada pelas mudanças sociais. Por isso, mesmo que lentamente, se modifica com as mudanças históricas, políticas, econômicas e tecnológicas. Desse modo, é preciso pensá-la em seu tempo, no tempo histórico no qual ela está inserida.
Mas, nesse contexto, como a escola pode contribuir para a construção de um mundo melhor? Apesar das inseguranças contemporâneas, para muitos educadores parece não haver dúvida de que a resposta a essa indagação está em investir na formação de alunos críticos e autônomos.
Seguindo essa vertente, há um aspecto que merece uma reflexão mais aprofundada. Sempre que ouvimos falar em autonomia na escola, a discussão está voltada para o objetivo de proporcionar condições para favorecer o desenvolvimento da autonomia apenas do aluno. Mas será possível, no contexto escolar, favorecer a autonomia do aluno sem investir na autonomia do professor? Leia mais…

Feliz Dia do Professor!

“Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
naqueles cujos olhos aprenderam
a ver o mundo pela magia da nossa palavra.
O professor assim não morre jamais.”

Rubem Alves

Bullying e Cyberbullying: ausência de valores?

Muito se tem discutido sobre o tema bullying e suas implicações. No entanto, há, ainda, muitas interpretações equivocadas em relação ao assunto, que acabam por comprometer o entendimento e os procedimentos que devem ser adotados.
O termo “bullying” é utilizado para tipificar uma forma de violência muito específica, identificada na relação entre pares. Sua incidência maior ocorre em ambientes escolares, local onde se concentra uma grande quantidade de crianças e adolescentes, que convivem diariamente.
No conviver, surge, inevitavelmente, uma diversidade significativa de conflitos que, quando não bem mediados ou resolvidos, podem desembocar na violência. No entanto, é preciso distinguir o que são conflitos do que é bullying. Leia mais…
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