Por que elegemos “O ônibus de Rosa” como o livro do mês de Agosto?

O ônibus de Rosa conta duas histórias por meio de uma narrativa ilustrada que alia ficção a fatos históricos. Em terceira pessoa, a narrativa principal conduz o leitor e conta a visita que o garoto Ben e seu avô fazem juntos ao Museu da Ford, em Detroit, Estados Unidos. A outra história, que o avô conta ao neto, aborda acontecimentos verídicos e trata de uma das mais importantes atuações civis do século XX, protagonizada por uma mulher: Rosa Parks (1913-2005).
Nessa história real, contada dentro da moldura ficcional protagonizada por Ben e seu avô, o leitor é apresentado a um momento crucial da luta contra o racismo nos Estados Unidos durante a década de 1950. Uma mulher de 42 anos, moradora do estado do Alabama, a negra Rosa Parks, recusou-se a dar seu lugar no ônibus para um homem branco.
No livro, quem conta essa história é o avô de Ben, uma personagem fictícia que o autor coloca dentro da cena histórica. O avô leva o menino ao museu para conhecer o ônibus onde, em 1º de dezembro de 1955, Rosa Parks desafiou a separação entre brancos e negros que vigorava no sul dos Estados Unidos.

A narrativa ficcional de Fabrizio Silei dá destaque à força, à coragem e à altivez de Rosa Parks, personagem verdadeira que tem sua história contada por meio da ficção. No livro, a história de Rosa é também a história do avô, um narrador que, de certa forma, representa todos os negros que sofreram discriminação racial. É a atitude de luta pela igualdade, pelo respeito e pela valorização da diferença que a experiência das personagens ensina, com lições para leitores do mundo todo e de todas as épocas.
O avô conta a Ben que naquele tempo os negros não tinham os mesmos direitos dos brancos. Havia lugares exclusivos para brancos. Escolas eram separadas, frequentadas só por brancos ou só por negros, assim como os banheiros públicos, bancos de praça e bebedouros. Avisos como “Whites only” (“só para brancos”) ou “Colored” (“pessoas de cor”) delimitavam os espaços que cada um podia ocupar.
Rosa Parks foi presa por sua desobediência, mas tornou-se um símbolo no combate ao racismo. Em 1956, um ano após sua atitude, a Suprema Corte dos Estados Unidos aboliu a segregação racial. Parks continuou militando e lutando contra o preconceito racial. Em 1987, homenageando o marido, Raymond, morto em 1977, ela fundou o Instituto Rosa e Raymond Parks para o Desenvolvimento Pessoal <www.rosaparks.org>, com objetivo de defender os direitos humanos e combater a discriminação.

 

Clique aqui e conheça o projeto de leitura que Edições SM elaborou para o trabalho com esse livro.

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