Ampliando fronteiras

Refletir sobre as diferenças e ampliar as fronteiras entre territórios culturais será o mote para esta expedição escolar ao mundo judaico.

Primeiras ideias:

Quando definimos a palavra fronteira, acabamos a relacionando com a ideia de limite entre espaços, divisória entre duas ou mais áreas, demarcação… um contorno para separar. Como percebemos no dia a dia o contorno que nos separa? Quais as fronteiras que seus alunos reconhecem na vida da escola e fora dela? É possível fazer de outra forma, isto é, ampliar os contornos para abarcar o diferente? Anote na lousa as respostas para comentar depois.

Refletindo sobre valores:

Nas relações interpessoais, quando as fronteiras são determinadas pelo desconhecimento e pela falta de informação, além de separar, elas produzem intolerância às diferenças, que é exatamente o que nos constitui como indivíduos. Nossa individualidade, tecida na complexidade de nossas histórias pessoais, crenças, etnias, religiões, ideias e valores culturais definem nosso modo de ser e estar no mundo. Reconhecer a existência simultânea de muitas culturas nos permite desenhar novas fronteiras para os afetos e o pensamento. Professor(a), encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de aproximação entre diferentes culturas.

Atividade coletiva:

As festas e as narrativas orais revelam muito da cultura que lhes deu origem e são, de certa forma, a memória do mundo. A cultura judaica tem mais de 6 mil anos e é muito rica em celebrações e tradições, contadas através de histórias cheias de humor e sabedoria. Para fazer conhecer um pouco mais sobre essa cultura, apresente aos alunos as principais festas judaicas, que além de comemorar um fato histórico e metafísico, celebram a ligação com a natureza. Por exemplo, no Pessach (Páscoa) comemora-se a saída do Egito, a passagem e a libertação do povo hebreu e também a festa da primavera. Além do Pessach, há outras datas, como, por exemplo: Purim, comemorando a salvação; Shavuót, a revelação da Torá; Rosh Hashaná, o Ano-Novo judaico; Yom Kipur, o dia do perdão; Sucót, a peregrinação pelo deserto; e Simchat Tora, que celebra a entrega dos “Dez mandamentos” a Moisés. Para aprender mais, conheça o site do Centro de Cultura Judaica e o livro ABC do mundo judaico, de Moacyr Scliar, de Edições SM.

 Na sala de informática, leve sua turma para navegar pelo site Beit Chabad, no link Kids, nas seções festas e/ou histórias. Convide-os para uma experiência de aprendizagem lúdica, com curiosidade e interesse pela cultura judaica. Na impossibilidade de acessar a internet com todos os alunos, faça uma contação de histórias com contos tradicionais judaicos, disponíveis nesse mesmo site ou nos livros O colombo de Chelem e outras histórias judaicas e O Dom, de Susie Morgenstern, ambos de Edições SM. Em seguida, convide-os para recriar em pequenos grupos a história ou a origem da festa que mais gostaram através de um roteiro escrito ou desenhado. Sugerimos a técnica da animação stop motion, fotografando quadro a quadro os personagens produzidos com massinha de modelar. A apresentação da sequência dessas fotos cria a impressão de movimento. Recomendamos o programa Movie Maker, em que também se pode incluir trilha sonora, textos, título e créditos finais. Todas as animações devem ser apresentadas para a classe com comentários sobre as surpresas e as novas descobertas sobre a cultura judaica.

 Sistematizando:

Resgate com os alunos as ideias inicias sobre fronteiras, usando as anotações das primeiras noções da turma sobre o tema. Em seguida, questione-os sobre o quanto conhecer um pouco mais sobre a cultura judaica pôde ampliar a compreensão a respeito dessa cultura. Encaminhe as reflexões para a constatação de que na origem da intolerância e do preconceito pode estar o desconhecimento e a desinformação sobre a cultura do diferente, separado por fronteiras irrefletidas, que geram atitudes baseadas no senso comum. É possível desenhar novas fronteiras para pensamentos e afetos? Para continuar as reflexões e ampliar os contornos da diversidade que nos constitui como brasileiros, que tal promover um festival de animações e apresentar as produções da turma para toda a escola e a comunidade? Seus alunos podem ajudar na organização do evento e contar sobre as descobertas que os fizeram ampliar fronteiras e possibilidades para um mundo onde todos devem viver em paz.

 Sites indicados:

- Centro de Cultura Judaica: conhecer mais sobre a história, festas e símbolos do povo judeu http://www.culturajudaica.org.br/
 - Revista Morasha http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=129&p=2
 - Filme Hagadá, animação stop motion (25 minutos) http://www.koshermap.com.br/pt/item/show.html?id=6816
 - “História do judeu no Brasil: uma compilação de artigos” http://www.piracuruca.com/historia_do_brasil_judaismo.pdf
 - Beit Chabad – Atividades e jogos temáticos para crianças http://www.chabad.org.br/kids/kids.htm
 

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